domingo, 15 de junho de 2008

CREU, Velocidade 2

Vizinhança


A coluna de hoje, vem completar as informações da de semana passada. Afinal de contas, vizinhança e moradia têm uma grande relação.

Um das fases mais marcantes da faculdade é o primeiro ano. Mais especificamente o início do primeiro ano. Ser calouro não é só começar uma nova fase da vida, é também conhecer inúmeras novas pessoas. Essas "novas pessoas" ficam normalmente divididas em grupos. Têm a galera da sala, do trabalho, os vizinhos e mais adiante os amigos e vizinhos dos seus amigos.

Mas, de todos esses grupos, o que se tem maior convívio é o dos vizinhos. Afinal de contas, uma vizinhança universitária não é como as outras. As pessoas não se encontram somente no elevador e falam bom dia, elas bebem junto, chamam umas às outras para suas festas, elas acabam se conhecendo de verdade.

Mesmo assim, são um tanto quanto estranhos os primeiros dias morando em um lugar, até que alguém tem a brilhante ideia de te convidar pra beber uma cerveja. Pronto, aí foi dado o "ponta-pé" inicial para uma nova amizade.

Mas, verdade seja dita, raros são esses "novos amigos" que se tornam "verdadeiros amigos". Isso acontece, pois a cervejinha na casa da pessoa foi somente a primeira impressão, depois vêm as outras (que normalmente têm mais respaldo). Essas "outras" podem ser muitas, tais como música ruim de madrugada (música ruim será um dos temas abordados futuramente), gritaria no corredor, reclamações da suas músicas ruins ou da sua gritaria no corredor e muitos outros.

Mas tudo bem, é bom que existam pessoas que te incomodam, pois você acaba lembrando que também pode incomodar (incomodar pode ser mecanismo de defesa).

Porém, essas pessoas não são as mais importantes. As mais importantes são aquelas com quem você realmente se identifica, as que bebem com você todo final de semana (mesmo quando você não tem grana), que falam mal dos vizinhos chatos, que te dizem querer parar de fumar e etc.

E têm também os bons e maus vizinhos dos seus amigos, amigos esses onde você passa certa parte significativa do tempo. Esses vizinhos são um pouco mais difíceis de classificar, ao menos de forma justa. No entanto, eles acabam sendo distinguidos pela maneira como te recebem nas festas dos condomínios, nos churrascos dos amigos em comum e assim por diante.

E além ainda das duas espécies de vizinhos já citadas, existe também os vizinhos não participativos. Estes parecem ter medo de todos, abaixam a cabeça quando passam por você, abrem a porta somente quando necessário e são dignos de pena quando precisam de alguma informação.

Mas, apesar dos problemas, todos acabamos integrando uma família chamada informalmente de vizinhança.

Um comentário:

Camila Devides disse...

E as amigas dos vizinhos, onde se encaixam?
uihaiuhaiuhauihauihaiu
=*